sábado, 21 de abril de 2018

SHOW CORDEL VIVO NA BUDEGA ARTE CAFÉ

Estivemos com o Show Cordel Vivo na BUDEGA ARTE CAFÉ na última quinta-feira (19), foram momentos espetaculares do Cordel, da Poesia e da música nordestina.

Este Show CORDEL VIVO, é um Projeto nosso com intenção de trazer à vida esta poética popular, nascida do povo e tão rica como bela, pois traz os costumes, as cores, os cheiros e sons desta rica nordestinidade.

Cristiano Oliveira, por sua vez é um violeiro malassombrado, que faz da viola um poema especial de acordes simétricos e assimétricos, produz um som que mistura com o Cordel e a Poética nordestina e nasce daí este som assombroso e lindo demais.

E foi assim que nasceu este projeto que traz à vida os poemas cordelísticos de grandes mestres como Leandro Gomes de Barros, Amazan, Chico Pedrosa, Pompílio Diniz e Daudeth Bandeira, entre outros, inclusive os de autoria de Merlânio, somado às músicas autorais que tem a mesma ancestralidade da poesia popular.

É um Show lindo, com cores e sabores e a graça humorística desses poetas extraordinários, que lhe leva ao centro de um mundo maravilhoso. Um verdadeiro mergulho no sonho do Pavão Misterioso e dos Reinos de Encantar. Imperdível! Digo sem medo de errar!

Algumas fotos desta última edição na Budega Arte Café, que também tem sua beleza e encantamento de Bar e Restaurante Cultural.





segunda-feira, 9 de abril de 2018

VOA LIVRE LULALÁ




VOA LIVRE LULALÁ
MMaia

Eu vi Meuzamô, eu vi
Um nordestino da peste
Negro, pobre e do nordeste
Derrotar todo o poder
Derrotou Judiciário
Derrotou Legislativo
Derrotou Executivo
E fez pro planeta ver

Derrotou Judiciário
Quando a justa delinquiu
Forjar prova que não viu
E a prisão injustiçada
Pois precisavam calá-lo
Sem prova clara e aberta
Fez-se iníqua, fez-se incerta
E assim desmoralizada

Eu vi Meuzamô, com nojo
Malas cheias de dinheiro
E um presidente treteiro
Mandando assim corromper
Um executivo corrupto
Com ministros tristes réus
A posar de anjos dos céus
Sem ninguém poder deter


Também o legislativo
Protegendo delinquentes
Com vídeos de malas quentes
Recheadas de dinheiro
E a impunidade solta
E o povo barata tonta
Crédulo de faz-de-conta
Doutrinado o tempo inteiro

Eu vi, Meuzamô, eu vi
A trama de uma TV
Mentindo pra gente vê
Com satânica intenção
Guiando o povo famélico
Pra odiar o nordestino
Lula que venceu o destino
A seca, a morte e a nação

Porém não imaginavam
A força de um sertanejo
Que nasce sem ter molejo
Nada conhecem de medo
Quem já pegou pau-de-arara
Tem a vergonha na cara
E quando investe não para
Vem na luta desde cedo

Luiz Inácio da Silva
Altivo em frente ao juiz
Um vaidoso infeliz
Que o queria na prisão
Sem querer criou seu mito
De um ideal tão bonito
Que na história vai escrito
Seu nome é sem dimensão

Venceu juízes, Supremo,
A sanha dos Presidentes
Senadores delinquentes
A mídia que se vendeu
Venceu o Congresso inteiro
Os tolos babões dos patos
Empresários e outros ratos
Lula sozinho os venceu

Está preso mas vai livre
Como uma ideia liberta
Pois que fez a coisa certa
De dar vida a sua gente
Educar os pobrezinhos
Dignidade a empregada
Água à terra esturricada
Saúde a quem é doente

Fez voar de avião
Todo povo brasileiro
Três refeições ano inteiro
Fez da sua gestão séria
Pagou o FMI
O mundo o admirou
E a ONU comemorou
Quando acabou a miséria

E fez mais, fez muito mais
Porém veio o Capiroto
E foi tirar do esgoto
Sua caixa de pandora
Mentiu, fez tanta armação
Com o Supremo tudo junto
Congresso fez o assunto
Porém não se mata ideia

O seu nome está escrito
Em cada canto do mundo
Seu ideal é profundo
Nem a morte o calará
Que dirá simples prisão!?
Pode ser Nobel da Paz
Sua liberdade traz
O seu símbolo Lulalá


Segue pulcro e varonil
Pois sua ideia cresceu
E tudo que fez rendeu
Calúnia não o calará
Seu ideal continua
Calando os maus, mentirosos
Silenciando poderosos
Voa livre Lulalá!


MMaia












quinta-feira, 22 de março de 2018

SEGUE-ME TU, MEU IRMÃO!



SEGUE-ME TU, MEU IRMÃO!
Merlânio Maia

Meu irmão da cristandade
Não se deixe esmorecer
Ante o mal que te aconteça
E os testes que venhas ter
Lembra que o teu ideal
É buscar o espiritual
Que vibra em teu coração
Ante o mal acende a luz
Escuta o Mestre Jesus:
SEGUE-ME TU, MEU IRMÃO!

Se os líderes se afastaram
Por desejo de poder
E outros mais te acusaram
Se esquecendo do dever
Evoca o Senhor em prece
Que de ninguém se esquece
E ele dá motivação
E no Bem já te conduz
Escuta o Mestre Jesus:
SEGUE-ME TU, MEU IRMÃO!

Se caluniam-te a alma
Sentes a queda já
Respira fundo e com calma
Que o tempo resolverá
Não percas tempo em contenda
Ergue a vista volta a senda
Aprende a nova lição
Que o Bem só paz produz
Escuta o Mestre Jesus:
SEGUE-ME TU, MEU IRMÃO!

E ao veres que o mal progride
Nas veredas deste mundo
E vês que o mal nos agride
E nos violenta a fundo
Vigia e ora e assim siga,
Para que em breve consigas
Alcançar libertação
Ante esse mal brilha a luz
E escuta o Mestre Jesus:
SEGUE-ME TU, MEU IRMÃO!

Nenhuma força é mais forte
Que o poder do amor
Que vence a dor e a morte
No caminho redentor
Jesus é um Rei Solar
Que nos ensinou a amar
E atingir a perfeição
No Evangelho está a luz
Que da manjedoura à cruz
Ecoa a voz de Jesus:
SEGUE-ME TU, MEU IRMÃO!

domingo, 18 de março de 2018

MARIELLE O POEMA


MARIELLE O POEMA
Merlânio Maia

Moça linda Marielle
Tão bela, em charme encharcada
Tua voz tão afinada
Entoava coro e ação
Tu que davas voz e vez
Aos sem nada, aos sem ninguém
Lutou contra quem não tem
Escrúpulo nem coração

Logo as ruas da favela
Ficavam iluminadas
Com a presença encantada
Do Sol do teu coração
Marielle a negra efígie
Da voz firme e respeitada
Rainha já coroada
Feita de força e canção

Ainda lembro tu sentada
Na calçada de vestido
Fazendo festa e alarido
A lutar com valentia
Fazendo estremecer tristes
Miseráveis e malditos
Covardes maus e proscritos
Com o peso da tua guia

 À noite os chacais planejam
Num ato calar-te a voz
Sepultar de forma atroz
Varrer a tua presença
Os maus não sabem da vida
Que não morrem ideais
E o corpo que morre traz
O infindo poder da crença

Quando sepultam o corpo
Semeiam na humanidade
O ideal que a tudo invade
A resistir sob a pele
E o corpo morto dá corpo
Dá poder, dá força e voz
E perpassa em todos nós
Todos somos Marielle

Que tua luta era do bem
Da paz, da luz, do amor
Pela igualdade na dor
Pela igualdade no riso
E este ideal vai singrando
Pelo rio que invade o mar
Toda Terra vai singrar
Neste caminho preciso

E assim continuas viva
No plenário, praça e rua
Denunciando a treva crua
Que forja o covarde horror
Mas tua luz feminina
Tem a postura divina
Que nosso mundo ilumina
Despertando em nós o amor!

sexta-feira, 16 de março de 2018

ZÉLIMEIRIANDO



ZÉLIMEIRIANDO
Merlânio Maia

A POESIA NORDESTINA
HERANÇA DE TANTOS POVOS
MISTURA ANTIGOS E NOVOS
COM A FORÇA QUE SE DESTINA
SUA LUZ NOS ILUMINA
NOSSA FALA É FAVO E MEL
É UMA CANTIGA A GRANEL
QUE DIVERTE E CONTAGIA
NÃO HÁ MAIS BELA POESIA
NADA SE IGUALA AO CORDEL

NUMA PELEJA ZÉLIMEIRIANA

Roubei jegue de cigano
Bebi sangue de chourisco
ET me levou num disco
Foi mil anos num só ano
Voltei e mudei de plano
Frequentei Bordel de crente
Dei tabefe num Tenente
Quem não creu inda vai crer
PODE SER, PODE NÃO SER,
QUANTO MAIS PRINCIPALMENTE!

Fiz a casa de taboca
Dancei côco em Bagdá
Vi Saddam Husseim por lá
Beijando Bush de "cóca"
Armei minha sóca-sóca
Com medo de um ser vivente
Que na trazeira da frente
Tinha um corte e deu pra ver,
PODE SER, PODE NÃO SER,
QUANTO MAIS PRINCIPALMENTE!

Se num fosse já seria
Se deixasse tava lá
Um pra ali outro pra lá
Coivara de água fria
Coragem da covardia
Enterro dum ser vivente
O ateísmo do crente
Direito que é dever
PODE SER PODE NÃO SER,
QUANTO MAIS PRINCIPALMENTE!

A disposição do medo
O norte que há no Sul
Tabuleiro no paul
Quando é tarde no bem cedo
Começo sem fim de enredo
Traseira que vem na frente
Gelo fino, grosso e quente
Miséria que há no ter
PODE SER, PODE NÃO SER,
QUANTO MAIS PRINCIPALMENTE!

Tirei sangue de um vampiro
Ao deitar fiquei de pé
Um mudo falou com fé
- Vi aleijado dar giro,
E defunto deu suspiro!
Tão igual que é diferente
Traseiro posou pra frente
Munganga pra cego ver
PODE SER, PODE NÃO SER
QUANTO MAIS PRINCIPALMENTE!

quarta-feira, 14 de março de 2018

HOMENAGEM A NENA MARTINS


HOMENAGEM A NENA MARTINS

Nena Martins nos recebe
Neste dia da poesia
No Programa Agora Master
Com seu amor e alegria
Que nós poetas do mundo
Num sentimento profundo
De gratidão e amor
E eu me sinto motivado
Que de homenageado
Passo a homenageador

E homenageio a mulher
Que é a Nena Martins
Nascida em Conceição
Onde toquei meus clarins
E ali foi vencedora
E até vereadora
Levando luz ao lugar
Depois veio a João Pessoa
Com sua verve tão boa
Que chegou para encantar

Mulher forte e destemida
Que venceu neste país
Lutou contra o preconceito
E hoje está mais feliz
Pois na comunicação
Deu a vida e a emoção
De sonhar e progredir
O AGORA MASTER é seu sonho
Que se fez lindo e risonho
Para viver e mais servir

Uma mulher que é exemplo
De força e dedicação
Sonhou e foi no caminho
Desta realização
Por isso parabenizo
Quem fez o que foi preciso
Para atingir o progresso
Lena Martins é uma flor
De força, luta e valor
E eu poeta cantador
Lhe desejo mais Sucesso!

domingo, 11 de março de 2018

MEUZAMÔ VENHA SIMBORA


MEUZAMÔ VENHA SIMBORA

Meuzamô venha simbora
Venha viver nos meus braços
Já chegou a tua hora
Vamos mudar os compassos
Tua missão tá cumprida
Agora é viver a vida
No seu sentido maior
Há tanta vida aqui fora
Meuzamô venha simbora
Vem que aqui está melhor

Tu estás novinha em folha
Saída da CAIXA agora
Qual bonequinha de luxo
Linda por dentro e por fora
E eu venho te esperando
Com esse momento sonhando
Com tudo que a vida é
A vida estua lá fora
E vais começar agora
Com força, com amor e fé

Nossos filhos que são frutos
Que Deus pai nos confiou
Precisam de nosso tempo
Que o seu tempo já chegou
Quanto tempo o tempo tem?
Te apressa em fazer o bem
Deus provê o resto em acréscimo
Vem caboquinha faceira
Meu amor pra vida inteira
Que só fizemos um décimo

Luz da minha escuridão
Se a gente já é feliz
Imagine com mais tempo
Pra engrossar a raiz?
Haverás de mais sonhar
Muito mais realizar
Onde o limite é o céu
Pra conquista dos espaços
Vem sorrindo pros meus braços
Vem minha amada, Raquel!

sábado, 10 de fevereiro de 2018

O POETA MERLANIO MAIA LANÇA SEU NOVO LIVRO CONVERSO COM VERSO

Oi Meuzamô,

No dia 03 de fevereiro, nós lançamos nosso mais novo trabalho de Cordel e Poesia, o livro CONVERSO COM VERSO.

O evento aconteceu na Livraria do Luiz, na Galeria Augusto dos Anjos em João Pessoa. Ali compareceram os amigos, os artistas, os poetas e os intelectuais que vivem e convivem em João Pessoa.

Foi uma festa singular da poesia e todos, entre um café e outro, se deliciaram com os artistas Beto Cajá no seu violão sertanejo, Cristiano Oliveira com sua viola enluarada e o poeta Merlânio cantando e declamando para os presentes.

Foi uma manhã cheia de arte aquele sábado de fevereiro. Vejam algumas fotos do evento.


















segunda-feira, 13 de novembro de 2017

SHOW CORDEL VIVO DE MERLÂNIO MAIA E CRISTIANO OLIVEIRA

Meuzamô,

Venho informar que o Show CORDEL VIVO-O POETA E O VIOLEIRO, com Merlânio Maia e Cristiano Oliveira, foi uma belezura de lindo. Teatro lotado, muita gente feliz vibrando no Show inteiro e as canções, Côcos e Baiões junto com Poemas e Cordéis, fizeram a festa.

Começou com o poeta e humorista Marcello Piancó fazendo a abertura do Show. Com sua competência e carinho nos convidou para a celebração da noite.

Iniciamos com um aboio regado pela viola de Cristiano Oliveira, depois a poesia os Cordéis e os Baiões e Côcos. Foi lindo!

Ainda tivemos a presença luxuosa de Antonio Barros e Cecéu com sua filha, cantora competente, Mayra Barros. Então se fez no palco o ABC do Forró.

Então, ainda cheios de alegria, agradecemos a todos os amigos e amigas que se fizeram presentes, pois foi uma noite de troca de energia muito boa naqueles momentos inesquecíveis.

Seguem fotos desses momentos únicos da vida:































quinta-feira, 9 de novembro de 2017

CONSELHO PRA CABAVÉI

Poema para o Novembro azul
Merlânio Maia

Cabavéi, num se arrelie
Nem se faça de rogado
O que vou falar aqui
Espero ser escutado
Pois ser um cabra da peste
Ou um machão do nordeste
Isso é coisa do passado

Zele por sua saúde
Faça checape anual
Não seja um jumento rude
Faça o seu toque retal
Quem cuida da própria vida
Não tem a vida perdida
Por medo de hospital

Esses cabra ignorante
É um povim morredor
Pois se faz macho arrogante
E guarda tudo que é dor
A próstata é um exemplo
Não faz exame do templo
E morre sofrendo horror

Então Cabavéi cuidado
Largue desse preconceito
Não tema ser afofado
Não há falta de respeito
O cápranóis é um canal
Pra dar um fim ao seu mal
E ter seu corpo perfeito

Quando aos quarenta chegar
O homem tem que fazer
O toque e o PSA
Para analisar e ver
O que se está guardando
Se a próstata está prostando
Prevenir-se é um dever

Em nome de seus amados
Pais, esposas, filha e filho
Entregue o seu bom guardado
Coloque a vida no trilho
Após o que o doutor diz
Saia liberto e feliz
Com mais saúde e mais brilho

Relaxe deixe o doutor
Lhe examinar sem vergonha
Ali não se sente dor
É rápido não se oponha
Estar saudável com os seus
Poder dar graças a Deus

E ter a vida risonha